Aconteceu na última semana do mês de Outubro, promovida pela Febraban – Federação Brasileira de Bancos e mais 27 bancos associados, a Semana da Segurança Digital com foco na conscientização contra cinco golpes: falsa central de atendimento, phishing, whatsapp, boletos e roubos de dados armazenados no celular.
O principal objetivo é conscientizar as pessoas para que os canais digitais sejam utilizados de forma mais segura, prevenindo-se dos principais golpes e fraudes que geram tanta dor de cabeça e prejuízos para a população.
Esta foi a quinta edição da Semana da Segurança Digital e, desta vez, cinco golpes foram escolhidos para serem debatidos. Conheça a seguir quais são eles e as dicas da Febraban para evitar que você se torne uma vítima.
1- Falsa Central de Atendimento
O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual ela tem um relacionamento ativo. Informa que sua conta foi invadida, clonada ou outro problema e, a partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. E até mesmo pede para que ela ligue na central do banco, no número que aparece atrás do seu cartão, mas o fraudador continua na linha para simular o atendimento da central e pedir os dados da sua conta, dos seus cartões e, principalmente, a sua senha quando você a digitar.
Há também abordagens em que o fraudador orienta o cliente a “estornar” uma transferência ou pagamento, fazer uma transferência para uma conta “segura” a fim de proteger seus recursos ou realizar um teste para checar se a conta está ativa.
Se receber esse tipo de contato, desconfie na hora. Desligue e entre em contato com a instituição através dos canais oficiais, de preferência usando o celular ou aplicativos móveis, para saber se algo aconteceu mesmo com sua conta. O banco NUNCA liga para o cliente pedindo senha, tampouco o número do cartão e também nunca liga para pedir para realizar uma transferência ou qualquer tipo de pagamento.
2- Golpe no WhatsApp
Os golpistas descobrem o número do celular e o nome da vítima de quem pretendem clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações em mãos, tentam cadastrar o WhatsApp da vítima nos aparelhos deles. Para concluir a operação, é preciso inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo.
Os bandidos então enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente do site de vendas ou da empresa em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o código, conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular, têm acesso a todo o histórico de conversas e contatos. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos, passando-se pela pessoa, pedindo dinheiro emprestado.
Desconfie de pessoas pedindo dinheiro ou seus dados por aplicativos de mensagem. Geralmente os golpistas apelam para alguma urgência falsa e pedem depósitos e transferências via Pix para contas de terceiros ou então para pagar alguma conta.
Primeiro, proteja o seu WhatsApp de invasões e clonagens. Nas configurações do aplicativo, clique em “Conta”, depois em “Confirmação em Duas Etapas” e ative essa funcionalidade de segurança com uma senha. Você diminui a chance de golpistas roubarem seu número. E nas configurações de privacidade, deixe a sua foto de perfil pública apenas para os seus contatos, assim ninguém a utiliza para golpes. Nunca compartilhe o código de segurança. E caso receba mensagens de parentes ou conhecidos pedindo dinheiro emprestado, confirme a identidade de quem está do outro lado.
3- Golpe do link falso/phishing
Um golpe em que, normalmente, ofertas muito atrativas chegam por e-mail ou redes sociais como iscas para que os usuários informem seus dados como número de CPF, conta, cartões e senhas. Essas mensagens também podem instalar vírus e aplicativos que roubam seus dados por meio de links maliciosos, permitindo os golpistas acessarem todas as suas contas.
Sempre desconfie de mensagens que você não pediu ou aprovou, e de ofertas em que o desconto é tentador demais. Fique atento ao e-mail do remetente, empresas de grande porte não utilizam contas privadas como @gmail, @hotmail ou @terra e entidades públicas sempre usam @gov.br ou @org.br. Em caso de links, confira se o endereço da página corresponde ao correto. Em caso de dúvida, não clique.
4- Roubos de dados armazenados no celular
O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco. Usa várias abordagens para enganar o cliente: informa que a conta foi invadida, clonada, que há movimentações suspeitas, entre outras artimanhas. E diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar o problema. Se o cliente instalar o aplicativo, o criminoso terá acesso a todos os dados que estão no celular.
A Febraban esclarece que os aplicativos dos bancos contam com o máximo de segurança em todas as suas etapas, desde o seu desenvolvimento até a sua utilização. Entretanto, os criminosos realizam pesquisas no aparelho buscando por senhas eventualmente armazenadas pelos próprios usuários em aplicativos e sites.
Jamais salve senhas em bloco de notas, elimine o histórico de mensagens no celular que contenham senhas, não armazene fotos do cartão no celular. Não compartilhe sua senha com terceiros. Crie senhas fortes e não repita em outros apps. Também use o bloqueio de tela inicial, biometria facial/digital para acessar o celular e os apps e ative o bloqueio de tela.
Em caso de perda ou roubo do celular, entre em contato com o banco e faça o bloqueio da conta/canais/dispositivo. Registre um boletim de ocorrência e comunique sua operadora para o bloqueio da linha.
5- Golpe com Boletos
Com a entrada em vigor da Plataforma Centralizada de Recebíveis (PCR), em 2017, todos os boletos emitidos precisam ser registrados antes de serem emitidos, o que reduziu um valor estimado de R$ 450 milhões em fraudes por ano. Porém, golpistas estão sempre em busca de novas formas de se aproveitarem dos consumidores e causar prejuízos, substituindo ou alterando boletos recebidos através de e-mail ou por correio, contendo dados de compras efetuadas ou mensalidades.
Quando for pagar o boleto, confira os dados do beneficiário, tais como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador. É muito importante checar se o nome que aparece como emissor do boleto confere com a empresa que você deseja realizar o pagamento.
Desconfie de e-mails recebidos com descontos no boleto. Não imprima os boletos – muitas quadrilhas usam vírus para adulterar os boletos. Ele muda os dados do boleto, como valor e a conta na qual o dinheiro será depositado, e entra em ação quando a pessoa imprime o boleto. Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, a recomendação é solicitar que o emissor mande o arquivo no formato PDF.
Com tantos golpes surgindo as instituições bancárias estão usando as redes sociais para falar cada vez mais sobre segurança e passar informações relevantes sobre como os clientes podem se proteger contra golpes. Fique atento e lembre-se que a primeira forma de se ganhar dinheiro e deixando de perdê-lo, ainda mais para golpistas que estão cada dia mais criativos e inovadores em seus crimes!
Fonte: consumidor moderno
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