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Redes sociais influenciam decisões de compra tanto quanto indicações de amigos

Por: FCDL SÃO PAULO 8 de novembro de 2023
Redes sociais influenciam decisões de compra tanto quanto indicações de amigos

Uma pesquisa realizada pela renomada consultoria global PwC revela que, em escala global, as redes sociais agora desempenham um papel igualmente significativo em comparação com as opiniões de familiares e amigos ao pesquisar a aquisição de produtos ou serviços.

De acordo com os dados obtidos no levantamento Global Consumer Insights Pulse, realizado em setembro deste ano em 25 países, incluindo o Brasil, uma estatística interessante se destaca. Um impressionante 32% dos brasileiros e 31% dos consumidores em nível global têm o hábito de recorrer às redes sociais para pesquisar informações antes de realizar suas compras.

Além disso, o estudo revela que consultar a opinião de familiares, amigos ou colegas antes de efetuar uma compra é uma escolha feita por 31% dos brasileiros, e 30% dos demais consumidores ao redor do mundo.

É importante notar que esse abrangente levantamento ouviu um total de 8.975 pessoas com 18 anos ou mais, todas as quais fizeram pelo menos uma compra online durante o último ano. Esses números ilustram a crescente influência das redes sociais e das redes de relacionamento pessoal nas decisões de compra em um contexto global.

“As redes sociais desempenham um papel importante especialmente para a geração Z”, diz Luciana Medeiros, sócia e líder de varejo e consumo da PwC, referindo-se à geração dos nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 e 2010.

“Mas, de maneira geral, as redes sociais vêm ganhando mais espaço nas indicações de consumo”, afirma.

Conforme os resultados do levantamento, as redes sociais se posicionam como a quarta opção mais comum na lista de métodos de pesquisa que antecedem a decisão de compra. No topo desta lista, encontram-se os mecanismos de busca, exemplificados pelo Google.

Em seguida, os sites de varejistas que oferecem o produto ou serviço ganham relevância como a segunda fonte de pesquisa preferida. Na terceira posição, as opiniões e avaliações de clientes que já tiveram experiência com o produto ou serviço desempenham um papel fundamental na tomada de decisão. Esta hierarquia de influência na jornada de compra destaca a importância crescente das redes sociais como um canal de pesquisa e interação antes de realizar uma compra.

A pesquisa revelou que a maioria dos brasileiros, representando 51% do total, opta por utilizar seus dispositivos móveis no próprio ponto de venda para acessar o site do varejista e obter informações adicionais sobre o produto. Em uma escala global, essa prática é adotada por 36% dos consumidores.

No contexto brasileiro, a pesquisa apontou que 46% dos consumidores utilizam seus smartphones enquanto estão na loja física para avaliar se a aquisição de um determinado item é vantajosa, levando em consideração o preço. Em contraste, a média global é consideravelmente menor, registrando-se em 36%. Isso ressalta a tendência significativa dos consumidores no Brasil em utilizar dispositivos móveis para uma tomada de decisão informada durante a experiência de compra.

“A loja continua sendo uma referência para o consumidor, mas ela se transformou: está conectada, tem o estoque em tempo real, para atender melhor este público, que pesquisa muito mais”, afirma Luciana Medeiros.

À medida que as redes sociais e a internet ganham mais importância na pesquisa prévia à compra, observamos uma queda no impacto da propaganda tradicional na televisão, com um declínio notável, especialmente no contexto brasileiro. Apenas 29% dos pesquisados no Brasil afirmaram ser influenciados por anúncios de TV, enquanto globalmente esse percentual é um pouco maior, atingindo 35%. Isso indica uma mudança de paradigma na maneira como os consumidores recebem informações e influências na jornada de compra, com um menor destaque para a publicidade televisiva.

“Quase metade 49% desse grupo no mundo é formada por baby boomers”, afirma Luciana, referindo-se aos nascidos entre 1945 e 1964.

Além disso, é interessante observar que 49% dos brasileiros expressam uma preferência por anúncios que os direcionam de forma direta para ofertas e promoções de suas marcas ou produtos favoritos, um índice superior aos 37% registrados globalmente.

A expectativa em relação à Black Friday, que ocorre na última sexta-feira de novembro (24), bem como às festas de fim de ano, está claramente motivando os consumidores a fazer compras.

Conforme indicado pelo levantamento, notamos que expressivos 70% dos brasileiros planejam aumentar suas compras online nos próximos seis meses. Em contraste, a média global está consideravelmente mais baixa, situando-se em torno de 50%. Esse entusiasmo dos consumidores brasileiros por compras online sugere um otimismo e uma predisposição notáveis para o consumo nos meses que se aproximam.

“Na pesquisa anterior, feita em maio, este percentual de brasileiros prevendo aumento nas compras nos seis meses seguintes era de 50%. No mundo, estava em 43%”, diz Luciana.

De acordo com a especialista, a recente diminuição da taxa de juros e o lançamento do programa Desenrola, voltado para a renegociação de dívidas, desempenham um papel importante na melhoria da confiança do consumidor.

Quando questionados sobre quais produtos estariam dispostos a pagar pelo menos 10% a mais do que a média, 44% dos brasileiros responderam que estariam dispostos a investir em produtos personalizados. Esse percentual supera a disposição de pagar mais por produtos de empresas que apoiam direitos humanos (39%) ou que sejam sustentáveis (37%), o que destaca a importância que os consumidores brasileiros atribuem à personalização em seus produtos, demonstrando um desejo por experiências únicas e adaptadas às suas necessidades individuais.

Luciana destaca ainda que o varejista que compreende o seu consumidor e oferece produtos ou serviços personalizados, que estejam alinhados com as necessidades do público, possui uma maior habilidade para persuadi-lo. Daí a importância de entender e atender de forma direcionada às preferências e demandas individuais dos clientes.

Quando se trata de reduzir a taxa de devoluções de produtos adquiridos online, 45% dos consumidores acreditam que uma descrição mais abrangente dos produtos desempenharia um papel fundamental, enquanto 42% afirmam que informações mais precisas sobre tamanhos seriam igualmente eficazes. Além disso, 37% dos consumidores acreditam que a leitura de avaliações feitas por outros clientes pode ser benéfica nesse sentido. Essas percepções destacam a importância da transparência e da informação detalhada para melhorar a experiência de compra online e reduzir o número de devoluções.

Portanto, a pesquisa evidencia um cenário em constante evolução no comportamento do consumidor, com uma crescente preferência por compras online e a influência significativa das redes sociais e da personalização de produtos.
Aumentar a precisão nas descrições de produtos e informações sobre tamanhos, juntamente com o acesso a avaliações de outros compradores, emergem como fatores-chave para reduzir as taxas de devolução de itens comprados pela internet. Dessa forma, em um ambiente de compras cada vez mais digital, a capacidade de entender e atender às expectativas dos consumidores torna-se essencial para os varejistas que desejam prosperar e construir relações sólidas com seus clientes.

Fonte: UOL

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