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Pequenos negócios impactam metade dos brasileiros

Por: FCDL SÃO PAULO 21 de julho de 2023
Pequenos negócios impactam metade dos brasileiros

Os pequenos negócios estão cada vez mais presentes na vida dos brasileiros e impactam profundamente a economia. Estimativa feita pelo Sebrae – com base em dados da Receita Federal e pesquisas da instituição – revela que praticamente metade da população é impactada direta ou indiretamente pelos microempreendedores individuais (MEI) e pelas micro e pequenas empresas (MPE). Ao todo, segundo o estudo, são 95 milhões de pessoas. O número é cerca de 10% maior do que o detectado em 2021, quando foram estimados 87 milhões de brasileiros beneficiados.

Esse número supera o volume das populações de países como Irã, Turquia, Alemanha, Inglaterra e França. “São empreendedores, funcionários e familiares que são impactados. São pessoas que se sustentam e que movem a economia por meio dos recursos que os pequenos negócios geram. Por isso, é tão importante a execução de políticas públicas que beneficiem esse segmento, que é um dos caminhos para o Brasil deixar de fazer parte, mais uma vez, do mapa da pobreza e caminhar para a geração de renda e emprego”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima.

O levantamento mostra que se considerarmos os empreendedores que têm como única fonte de renda a sua atividade empreendedora, e seus familiares, chegamos a marca de 39 milhões de brasileiros impactados diretamente. Além disso, são impactados indiretamente outros 56,1 milhões de brasileiros, grupo composto por funcionários empregados pelos pequenos negócios (18,3 milhões) e suas famílias.

O presidente do Sebrae ressalta que a quantidade seria ainda superior se fossem levados em conta o universo de brasileiros que empreendem de forma informal e seus familiares.

Diante disso, por meio de uma sondagem realizada pelo Sebrae, em parceria com a FGV, detectou-se que a confiança dos pequenos negócios teve um aumento de 5,8 pontos, apresentando o maior incremento do ano. De acordo com a Sondagem das Micro e Pequenas Empresas, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas (IC-MPE) avançou 5,8 pontos se comparado a maio e atingiu o patamar de 93,7 pontos. Foi o maior incremento detectado desde agosto de 2020.

“Os donos de pequenos negócios já estão percebendo a melhora na economia, o que reduz o pessimismo futuro. Além disso, eles acreditam que o Banco Central terá sensibilidade e reduzirá a taxa de juros, que está sendo mantida em um patamar injustificável”, comenta o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Ele ainda destaca que, caso os juros não caiam, a confiança dos donos de pequenos negócios pode apresentar queda novamente. “Mais dificuldades no acesso a crédito, menos consumo e dinheiro circulando na economia e redução de empregos. Esses são alguns dos reflexos de como a taxa básica de juros afeta diretamente as micro e pequenas empresas. Para que o horizonte favorável seja mantido, é preciso que o Banco Central faça a sua parte.”

O IC-MPE é a composição dos três índices de confiança dos principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação. Nesse mês de junho, todos apresentaram incremento. O setor que mais contabilizou aumento na confiança foi a Indústria, que saiu de uma sequência de três quedas consecutivas para um incremento de 11,9 pontos. Seguido pelo Comércio, com 9,6 pontos, e Serviços, com 2,5. “Esse resultado mostra que estamos caminhando para o patamar de neutralidade e que o pior momento da confiança por parte das MPE está ficando para trás”, pontua Décio Lima.

Após três quedas consecutivas, o Índice de Confiança das Micros e Pequenas Empresas da Indústria de Transformação apresentou forte alta de 11,9 pontos e chegou a 97,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2022. “Mesmo com esse forte crescimento em junho, existem muitos obstáculos para que o setor retorne a um nível de sustentabilidade mais robusto, como a alta taxa de juros, que influencia as tomadas de decisão de futuros investimentos”, observa Décio Lima. Dos cinco segmentos pesquisados, quatro avançaram, com destaque para refino e produtos químicos, alimentos, metalurgia e produtos de metal. Na contramão, o vestuário teve um leve recuo.

Após meses de oscilações, a confiança das micro e pequenas empresas do Comércio começou a vislumbrar sinais de recuperação. Em junho, o índice apresentou forte alta de 9,6 pontos e atingiu o patamar de 94,9 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (98,1 pontos). “A recuperação gradativa do mercado de trabalho, o aumento da massa salarial e a desaceleração da inflação refletiram nesse resultado”, afirma o presidente do Sebrae. A alta do setor foi observada em todos os segmentos, em especial material de construção, varejo restrito e veículos, motos e peças.

Diante desses levantamentos, pode-se afirmar que os pequenos negócios desempenham um papel fundamental na economia brasileira, contribuindo de maneira significativa para o crescimento econômico, a geração de empregos e o desenvolvimento social do país. Eles representam uma parte substancial do setor empresarial no Brasil e desempenham um papel crucial na promoção da inovação, competição e diversificação econômica no país.

Uma das principais formas pelas quais os pequenos negócios impactam a economia é por meio da geração de empregos. No Brasil, a maioria dos postos de trabalho é criada por pequenas e médias empresas. Essas empresas são frequentemente as primeiras a contratar trabalhadores em busca de oportunidades de emprego, oferecendo uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho. Além disso, os pequenos negócios têm maior probabilidade de contratar mão de obra local, o que impulsiona o desenvolvimento econômico nas comunidades em que estão localizados.

Além da geração de empregos, os pequenos negócios também têm um impacto positivo na renda e no poder de compra dos indivíduos. Ao fornecerem produtos e serviços, essas empresas estimulam o consumo e a circulação de dinheiro na economia local. Isso contribui para a melhoria do padrão de vida das pessoas, pois aumenta a disponibilidade de bens e serviços essenciais, como alimentos, vestuário, moradia e saúde.

Outro aspecto importante é a capacidade dos pequenos negócios de promover a inovação e a competitividade. Essas empresas muitas vezes são ágeis e flexíveis, capazes de responder rapidamente às demandas do mercado e de introduzir novas ideias e produtos. A competição saudável entre os pequenos negócios estimula a melhoria contínua, impulsionando a produtividade e a eficiência em diversos setores da economia.

Além disso, os pequenos negócios contribuem para a redução das desigualdades regionais. Como essas empresas são mais propensas a se estabelecer em áreas menos desenvolvidas, elas ajudam a impulsionar o crescimento econômico em regiões que poderiam estar em desvantagem. Isso tem um efeito multiplicador, uma vez que o crescimento dessas empresas gera empregos e movimenta a economia local, estimulando outros setores a se desenvolverem.

Por fim, os pequenos negócios têm um impacto positivo na arrecadação de impostos e na estabilidade econômica do país. Ao gerarem receita, essas empresas contribuem para a arrecadação de impostos, que são essenciais para financiar serviços públicos e investimentos em infraestrutura. Além disso, a diversificação econômica promovida pelos pequenos negócios ajuda a reduzir a dependência de determinados setores, tornando a economia brasileira mais resiliente a choques externos. Então, diante da relevância dos pequenos negócios para economia brasileira, é fundamental a criação e execução de políticas públicas que favoreçam e estimulem cada vez mais esse importante e vital segmento.

Fonte: agencia sebrae

 

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