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Os 7 pecados capitais dos planos de negócio.

Por: FCDL SÃO PAULO 26 de agosto de 2023
Os 7 pecados capitais dos planos de negócio.

Certamente, você deve estar familiarizado com os sete pecados capitais. Embora alguns possam erroneamente associá-los a um texto bíblico, na realidade, eles foram compilados pelo monge grego Evágrio Pôntico, que viveu entre os anos 345 e 399, durante o século 4. Posteriormente, no século 6, o Papa Gregório I revisou o conceito, no entanto, a lista final dos sete pecados capitais foi formalmente apresentada pelo frade católico Tomás de Aquino (1225-1274).

É evidente que uma análise cuidadosa das escrituras bíblicas faz menção a esses pecados, considerados como vícios que ocorrem instintiva ou impulsivamente, levando a uma série de erros progressivos que se assemelham a uma escalada de transgressões. Nesse contexto, a pessoa se enreda em um estilo de vida marcado por violações morais. Se aplicarmos essa ideia ao mundo do empreendedorismo, podemos equiparar os pecados a erros elementares que um empreendedor comete, muitas vezes de forma impulsiva ao selecionar uma solução, o que resulta em erros de maior magnitude no futuro e coloca em perigo a continuidade do negócio.

É possível afirmar que essas falhas podem estar ligadas aos aspectos pessoais do empreendedor. O principal conhecimento que precisamos adquirir é a habilidade de reconhecer os “pecados capitais”, de modo a prevenir sua ocorrência. Se algum desses erros já tiver ocorrido, é crucial extrair aprendizado deles e criar estratégias para evitar a repetição.

E quanto aos sete pecados capitais de um plano de negócios, quais seriam eles? Existe alguma maneira de evitá-los? Conheça algumas sugestões para descobrir o que você pode fazer para se manter no caminho certo:

Pecado #1 – Desprezar a importância de um sólido plano de negócios: Mais grave do que a ausência de um plano é tê-lo, porém não empregá-lo como bússola segura para a jornada empreendedora. Ao lançar uma empresa no mercado, é imperativo conceber cada etapa minuciosamente, detectando oportunidades e desafios. Portanto, a elaboração de um plano de negócios de qualidade não deve se limitar à sua formulação escrita, mas sim à sua execução efetiva.

Dado que é essencial transmitir ao cérebro o seu apreço pelo plano de negócios, torna-se primordial conferir a ele um formato e estrutura de natureza profissional. Isso engloba uma capa bem elaborada, detalhes de contato pertinentes e uma apresentação sóbria, organizada e concisa, que incorpore as informações de maior relevância. Cada um desses elementos espelha a imagem do empreendedor que você representa.

Pecado #2 – Excesso de pretensão no plano: A ambição dos objetivos delineados ultrapassa a realidade, levando a uma discrepância significativa entre o planejado e as possibilidades alinhadas com as informações de mercado. Essa desconexão substancial compromete consideravelmente a viabilidade da execução do plano.

Por vezes, a ênfase na apresentação visual do plano ganha destaque, com acabamento primoroso e gráficos impactantes. Contudo, a substância do texto deixa a desejar, seja pela superficialidade das abordagens ou pela omissão de informações vitais.

Pecado #3 – Desconsiderar as expectativas dos clientes: Trata-se de um erro crasso, pois isso moldará todo o curso subsequente. A totalidade do plano deve ser norteada pela busca de valor para os clientes. Embora o empreendedor acredite intuir o que o cliente deseja, é vital que o plano seja embasado em pesquisas e abordagens direcionadas para gerar empatia e compreender verdadeiramente a perspectiva do cliente.

Ainda que o plano possa ter origem numa suposição interna do empreendedor, é fundamental utilizar métodos de pesquisa específicos para se conectar com a mentalidade do cliente e validar essas ideias. Dentro do plano, falta uma explicação concreta que justifique por que o cliente se sentirá inclinado a adquirir o produto ou serviço em questão.

Pecado #4 – O excesso de desculpas no plano: Observa-se um exagero na apresentação de justificativas, resultando em um texto prolixo e carente de objetividade. A superabundância de justificativas levanta questionamentos sobre a confiança do empreendedor no sucesso do empreendimento.

Pecado #5 – A parte de apresentação do documento (sumário executivo) é muito longa e sem conexão com o restante do plano: Na etapa inicial de apresentação do documento, o sumário executivo se estende desnecessariamente e carece de harmonia com o restante do plano. Nesse momento crucial em que o empreendedor delineia sua ideia, o uso de palavras inadequadas pode ser resultado de uma busca apressada. O ideal, no entanto, reside na construção de um texto conciso que focalize a descrição da ideia, culminando na formação clara do conceito do negócio.

A sugestão é abordar a seguinte indagação: por que esse empreendimento possui relevância para os clientes, a sociedade e o próprio empreendedor? Nesse ponto, é o momento de expressar com intensidade sua paixão pelo negócio e pelo cumprimento de um sonho.

Pecado #6 – Falta de visão de longo prazo no plano: O empreendimento deve ser construído com a perspectiva de sobreviver e sustentar-se a longo prazo. Portanto, é de suma importância que o plano delineie os destinos almejados para o empreendimento nos próximos cinco ou dez anos.

Além disso, elaborar uma linha do tempo e definir metas para cada fase assegura que o empreendimento esteja em sintonia com uma visão de longo prazo.

Pecado #7 – Boa parte das projeções financeiras são um exercício de imaginação: O plano desempenha o papel crucial de destacar a urgência de garantir recursos financeiros para o lançamento do empreendimento e para sustentar a empresa durante períodos de faturamento reduzido. Consequentemente, é essencial que esses valores sejam identificados e se baseiem na realidade do empreendedor.

Também, é vital considerar minuciosamente todas as opções disponíveis para aquisição ou aluguel de maquinário, equipamentos e imóveis, visando definir a infraestrutura mínima necessária para dar início ao negócio e sua expansão gradual de acordo com o crescimento da empresa.

Assim, é primordial manter em mente que um plano de negócios eficaz está intrinsecamente ligado à realidade factual e aos dados concretos acerca do cenário empresarial, do potencial dos clientes, das finanças do empreendedor e de suas habilidades para dirigir o empreendimento, de forma honesta e transparente. Vale a pena ressaltar que qualquer plano de negócios deve ser formulado com uma dose de desafio, ao mesmo tempo que permanece viável, levando em consideração as particularidades do contexto e as circunstâncias atuais.

Portanto, a elaboração de um plano de negócios rigoroso, fundamentado e alinhado com a realidade é um pilar crucial para o sucesso empreendedor. Ao unir aspirações desafiadoras com uma base sólida, o empreendedor está preparado para enfrentar as incertezas e oportunidades do mercado de forma mais estratégica e eficaz.

Fonte: Sebrae

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