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IBGE: vendas no varejo tiveram estabilidade em março

Por: FCDL SÃO PAULO 21 de maio de 2024
IBGE: vendas no varejo tiveram estabilidade em março

O setor de varejo no Brasil encerrou o primeiro trimestre com vendas estáveis em março, comparado ao mês anterior, contrariando as expectativas de uma leve retração após dois meses de crescimento.

O dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) superou a expectativa da pesquisa da Reuters, que previa uma queda de 0,1% no mês.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um aumento de 5,7%, superando a projeção de alta de 5,05% nessa base de comparação.

De forma geral, o varejo tende a apresentar resultados positivos este ano, impulsionado por um mercado de trabalho aquecido, aumento da massa salarial, inflação controlada e redução dos juros, beneficiando especialmente as atividades ligadas ao crédito.

No entanto, em março, sete das oito atividades pesquisadas apresentaram resultado negativo. A maior queda foi em Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação, com uma retração de 8,7%, influenciada pela valorização do dólar.

“Isso é muito influente nesse setor devido às importações. Sempre que o dólar se valoriza em relação ao real, há um aumento natural dos preços, o que acaba afastando a demanda nesse grupo”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

A segunda maior queda no mês foi registrada pelo setor de Móveis e Eletrodomésticos, com um recuo de 2,4% nas vendas. “Como o setor teve um Natal menos intenso, apostou em promoções que fortaleceram as vendas em janeiro e fevereiro. Com essa base mais alta, em março, a pesquisa registrou essa correção,” explicou Santos.

A única atividade a apresentar aumento nas vendas foi Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos e de Perfumaria, com um crescimento de 1,4%. Segundo o IBGE, essa foi a terceira atividade com maior peso na pesquisa de março, e seu crescimento explica a estabilidade no resultado geral.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas recuou 0,3% em março em relação a fevereiro.

As vendas de veículos caíram 1,4%, enquanto as de materiais de construção recuaram 0,4%.

Dessa forma, o setor de varejo no Brasil mostrou uma resiliência inesperada em março, mantendo a estabilidade das vendas apesar das previsões de retração. A divulgação dos dados pelo IBGE revelou um desempenho melhor do que o esperado, com um aumento significativo em relação ao ano anterior. A perspectiva positiva para o varejo ao longo do ano é sustentada por fatores como um mercado de trabalho aquecido, aumento da massa salarial, inflação controlada e redução dos juros, que favorecem especialmente as atividades ligadas ao crédito.

No entanto, a análise detalhada das atividades mostra um cenário misto. Enquanto o segmento de Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos e de Perfumaria registrou crescimento, a maioria dos outros setores enfrentou quedas, com destaque negativo para Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação, devido à valorização do dólar. O setor de Móveis e Eletrodomésticos também registrou uma queda significativa após um início de ano impulsionado por promoções.

No comércio varejista ampliado, a retração de 0,3% no volume de vendas, incluindo veículos e materiais de construção, reflete um ajuste após um período de crescimento. Em suma, o desempenho do varejo em março sublinha a complexidade do setor, que, apesar de enfrentar desafios, continua a encontrar oportunidades de crescimento em meio a um cenário econômico variado.

Fonte: CNN BRASIL

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